A dona desta frase é da artista plástica e arte-educadora Ana Amália Barbosa, que sempre soube o quanto a voz é poderosa para expressar o que queremos, pensamos, sentimos e quem somos. Mas a frase ganhou um sentido ainda maior quando, aos 36 anos, no dia em que defenderia sua dissertação de mestrado na USP, ela sofreu um AVC.

Desde então, Ana Amália movimenta apenas os olhos e levemente o queixo. Apesar disso, ela continuou a dar aulas, defendeu tese de doutorado, escreveu um livro, mantém um blog, pinta quadros, sem, no entanto, nunca mais ter usado a voz para se comunicar.

Há poucos anos, o caminho dela se cruzou com as idealizadoras da Startup SoulVox, que foi criada para ajudar as pessoas que perderam a capacidade de falar a reencontrarem a sua própria voz, a partir de um software de comunicação assistida que utiliza gravações antigas da pessoa.

Além das gravações das vozes dos clientes, eles utilizam vozes de “doadores”. Disponibilizam uma cabine de gravação de voz em alguns eventos, estimulando as pessoas a gravarem vogais e frases para empestar a voz àqueles que não podem mais falar. Além das frases já pré-elaboradas, há uma última pergunta que fazem, que é bastante instigante: “qual frase ou palavra você sentiria falta de dizer se perdesse a voz?”.

Deixo aqui essa reflexão a você.

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