No último dia 3 de outubro foi lançada no Brasil a Alexa, assistente virtual da Amazon que responde por comandos de voz

 
Conhecida já no exterior, Alexa chega ao Brasil em sua versão português, o que trouxe alguns desafios para a Amazon. Um deles foi entender os diversos sotaques e gírias utilizadas no Brasil. A outra questão foi dar um tom mais descontraído às interações, pois é assim que o povo brasileiro se comunica, demandando uma linguagem mais informal. Ao contrário do Japão, por exemplo, onde a versão da Alexa é o oposto.

Aqui o objetivo era tornar a Alexa “um amigo”, segundo um porta-voz da empresa. Era preciso gerar através dela empatia e proximidade.

Por isso, para o seu desenvolvimento foi montado um time com pessoas brasileiras, a fim de encontrar as referências do país. Inclusive, Alexa chega falando gírias e também “arrastando” um inglês mais abrasileirado, sem o sotaque norte-americano, por exemplo.

Mas por que novamente uma assistente com voz feminina? É o que muita gente tem curiosidade de saber.

Em 2005, antes mesmo da Siri ou a assistente do Google existir, um professor de comunicação da Universidade Stanford, Clifford Nass, escreveu o livro "Wired for Speech: How Voice Activates and Advances the Human-Computer Relationship" (Conectado por discurso: como a voz ativa e avança a relação humano-computador, em tradução livre), onde documentou dez anos de pesquisa sobre os elementos psicológicos e de design das interfaces de voz.

A conclusão: a voz sintética feminina é percebida como capaz de nos ajudar a resolver nossos próprios problemas, enquanto a equivalente masculina é vista como figura de autoridade que nos dá as respostas.

Ou seja, a mulher é ouvida quase como se fosse uma mãe.

Isso despertou debates sobre reforçar um fator social onde que as mulheres são mais “servis” e tem causado algumas polêmicas. No entanto, as empresas por trás das assistentes se esquivam do assunto, dizendo que a predileção por mulheres vem de pesquisas com clientes, e juram que as assistentes sequer têm gênero.

Já a secretaria de turismo da Áustria discorda. Em tom bem humorado eles “casaram” Alexia e Siri, como sendo duas mulheres, para promover o turismo LGBTQ+ no país, dizendo que todas as formas de amar são válidas, até mesmo entre duas assistentes de Inteligência Artificial.

 

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