O podcast, como é sabido, tornou-se um fenômeno no Brasil. Inclusive, uma recente pesquisa realizada pelo IBOPE em parceria com a CBN e a revista Piauí, revelou que hoje quatro entre dez internautas já ouviram um podcast.

Mas se esse assunto ainda não lhe é familiar, vamos dar aqui uma breve explicação antes de entrar nessa nova tendência: os videocasts.

 

Antes de tudo, o que é podcast?

 

Podcasts são programas de áudio transmitidos pela internet. Podem ter o objetivo de entreter ou informar. Em cada programa, as pessoas podem falar sobre o assunto que quiserem, fazer reflexões sobre um tema e ainda trazer convidados para debaterem em conjunto.

Qualquer pessoa hoje pode fazer um podcast, desde que tenha uma idéia para ser trabalhada e um nicho, um público que queira atingir.

Muita gente compara o podcast a um programa de rádio, mas existem algumas diferenças. A maioria das rádios fazem sua transmissão ao vivo, enquanto que um programa de podcast pode ser gravado, editado e publicado posteriormente, sem grande compromisso com datas e horários.

Claro que para um programa consistente a frequência e uma data de postagem é fundamental, mas existe uma liberdade maior que a do rádio nesse sentido. Outra diferença é que o podcast pode ser publicado em variados tipos de agregadores e o ouvinte que escolhe o seu preferido para ouvir online ou fazer download e escutar off-line posteriormente.

Falando em agregadores, existem vários disponíveis, e listamos abaixo os mais conhecidos:

  • Spotify
  • SoundCloud
  • Apple Podcast
  • Deezer
  • Castbox
  • Stitcher
  • PodBean

  

Entendi o que é Podcast. Mas o que é Videocast?

 

Também chamado de Vidcast ou Vodcast, o videocast nada mais é do que o podcast com conteúdo em vídeo. Neste caso, além do áudio, as imagens literalmente entram em cena.

Existem dois formatos principais que podemos observar hoje no Brasil.

No primeiro a mensagem é transmitida através da imagem, com o áudio servindo como complemento – portanto, ao se ouvir somente o áudio, talvez fique faltando algo que está presente na linguagem imagética que pode ser uma animação, uma sequencia de imagens estáticas ou em movimento, um lettering, ou mesmo um vídeo dos apresentadores e criadores do conteúdo.

O segundo formato, o mais comum e o que vamos aprofundar aqui, é o que tem o foco no áudio e a imagem serve de suporte. É o que muitos podcasters estão praticando: abrem a câmera enquanto gravam os seus programas de áudio. Deste material é possível extrair o áudio apenas e divulgar nas plataformas de podcast e também é possível fazer upload do vídeo em um site próprio, no canal do Youtube, IGTV do Instagram ou qualquer outro meio que suporta vídeos.

As próprias rádios estão hoje fazendo esse movimento, de deixarem a câmera aberta o tempo todo enquanto trabalham. Se antes não sabíamos qual era o rosto de um locutor ou locutora de rádio, hoje já conseguimos acompanhar o seu dia a dia de trabalho através do vídeo.

 

Porque o videocast se apresenta como uma tendência?

 

Há muito tempo o vídeo tem sido a forma de mídia favorita da internet, e isso ficou ainda mais nítido com a chegada da pandemia e uma maior dependência do mundo digital. Dentro deste cenário, a popularidade do streaming cresceu estratosfericamente, trazendo pessoas que antes só assistiam televisão de um conteúdo digital.

Se analisarmos as redes sociais neste período, que são grandes fontes de conteúdo, o Youtube, por exemplo, viu um aumento do seu consumo mundial em 87% e o Instagram em 69%, segundo dados da pesquisa Kantar/Covid19.

Essa mudança de comportamento, acelerada pela pandemia, já era uma tendência esperada e agora se confirmou.

Cada vez mais as pessoas estão deixando de consumir notícias e entretenimento das grandes mídias e passando a buscar canais especializados que atendam as suas demandas individuais.

É aí que a força do videocast entra com tudo, atraindo uma audiência fiel de seguidores, ávidos por novos programas sobre aquele tema específico.

O próprio YouTube, percebendo essa tendência em consumo de videocast, investiu na construção de um estúdio no Rio de Janeiro chamado de YouTube Space Rio, onde criadores de conteúdo de relevância na plataforma podem gratuitamente usar toda uma infraestrutura de áudio, vídeo e computadores com ilha de edição para produzirem os seus programas.

 

Como criar um videocast?

 

Vamos supor então que você, sendo podcaster ou não, queira criar um videocast. Provavelmente deve estar se perguntando: “Por onde começar?”

Bom, embora existam profissionais de videocast que entendam de recursos de vídeo e áudio, é possível criar um videocast de forma mais “humilde” e mesmo assim agradar à audiência.

Com as tecnologias existentes no mercado e softwares intuitivos e fáceis de usar é possível gravar um programa de qualidade.

Uma maneira simples e econômica – sem investir em câmeras profissionais é usar seu próprio smartphone e/ou notebook e conectá-los em plataformas como Zoom e Skype, que conseguem gravar ao mesmo tempo áudio e vídeo, apenas clicando um botão.

Muitas aulas via streaming, inclusive, são gravadas dessa maneira.

Uma vez terminada a gravação, o arquivo gerado irá sincronizar áudio e vídeo, facilitando a edição.

 

Onde compartilhar um videocast?

 

Existem duas clássicas opções de compartilhamento

  1. Youtube: a que tem mais alcance entre variados públicos
  2. Vimeo: também bastante usada, especialmente por conteúdos ligados à arte

Se você criou um videocast e tem um site, também pode hospedar ali. E além desses, é possível fazer upload no Instagram, Linkedin, Twitter, Facebook e outras redes, claro, ajustando o formato para as exigências de cada uma delas.

A título de informação, 43% dos ouvintes de podcast o fazem via Youtube, ou seja, é de grande valia hospedar lá, antes de buscar outras opções.

Inclusive, a partir do Youtube é possível criar legendas e ampliar o acesso aos seus vídeos para outros públicos.

É interessante também criar uma vinheta de abertura para seu videocast para que se torne atraente quando aparecer nas buscas.

 

Conclusão: vale a pena criar um videocast ou um podcast?

 

Depende!

Nas duas situações o trabalho prévio é o mesmo – é preciso elaborar um roteiro, preparar os equipamentos, pensar em uma abertura e fechamento para o programa. O trabalho extra será na edição, que com a inclusão da imagem, pode-se perder um tempo maior, de acordo com os seus conhecimentos na área.

No entanto, o videocast tem a grande vantagem de gerar dois produtos: o áudio (para ser desmembrado em podcast) e o vídeo, que pode ser publicado em outros canais e ter sua mensagem distribuída amplamente.

Portanto, a escolha entre um e outro dependerá do tempo disponível e do seu objetivo.

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